Matéria feita em vídeo pelo repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta
Os agentes de segurança, ligados ao Sindicato da Polícia Civil (Sinpol), estão visitando unidades de atendimento e mostrando a precariedade dos espaços. Na ocasião, os funcionários denunciam equipamentos quebrados e a falta de uma melhor estrutura, que muitas vezes, deixa a desejar.
O prédio do Instituto Médico Legal (IML), é um dos locais que estão na lista para ser revitalizado. O equipamento de papiloscopia, usado para encontrar impressões digitais, está totalmente sem condições de uso, devido a isso, os peritos não querem mais usar.
Os policiais também denunciaram uma cozinha improvisada da instituição, que fica no lugar que costumava ser um banheiro. O que mais incomoda, de acordo com os agentes, é que a sala onde ficam os corpos em decomposição, não existe proteção, e o odor invade todo prédio e também a parte externa dele.

Na sala de necropsia a janela ganhou a proteção com pedaços do forro. As macas onde os peritos trabalham estão danificadas, e a higiene é limitada. As roupas sujas ficam em sacos plásticos no mesmo ambiente de trabalho. Há meses os peritos não podem contar com o aparelho de raio-x que apresentou um defeito e foi deixado de lado.

O teto também está para desabar, as pias estão quebradas. Nos alojamentos, os banheiros não funcionam. Os veículos usados para buscar os corpos estão velhos e é difícil até colocar as macas no local adequado.

O sindicato está juntando esse material e está apresentando ao governo do estado, pedindo providências urgentes. Durante a abertura dos serviços na assembleia legislativa, o sindicato foi pedir melhores condições de trabalho.
O diretor de polícia civil, Henrique Maciel, diz que não entende esse movimento do sindicato. Todos os equipamentos e materiais do IML estão sendo comprados, alguns estão em face de licitação e outros estão esperando a entrega.
“Toda demanda colocada está sendo trabalhada para adquirir através de um processo licitatório, estamos trabalhando para equipar nossos departamentos.”, diz delegado


