Demora e atendimento demonstram desrespeito com cidadão
O usuário do sistema público de saúde precisa contar com a paciência. Na Upa do Segundo Distrito, a demora por atendimento chega a quatro horas. O produtor rural Joaquim Azevedo procurou ajuda médica nesta segunda-feira, 12, mas, por causa da espera interminável, ele já estava quase desistindo da consulta.
“Disseram que tem um médico para atender todo mundo. Muitos estão voltando para os postos de saúde”, afirmou. Raimunda Nonata também reclamou do atendimento. Mesmo com a neta de três meses apresentando tosse e dificuldades para respirar, a única orientação recebida foi que elas aguardassem a vez.
“Esperar o quê? A menina falta o ar e só falta desmaiar. Como avó, eu fico desesperada”, desabafa.Com a mãe internada por suspeita de câncer, Maria de Nazaré Araújo questiona a demora na transferência para a unidade especializada neste tipo de atendimento.
“Já passamos por muita luta trazendo nossa mãe de Porto Velho para cá. Ela precisa ir a Fundação[Hospital das Clínicas], mas dizem que não tem vaga. Até quando vamos esperar?”, questionou.
A gerente administrativa da unidade afirmou que os casos apresentados pela reportagem não fogem da normalidade. Tatiana Almeida ainda argumentou que a espera está dentro das normas adotadas pela upa.
“Nessa época aumentam os atendimentos por conta das chuvas. A gente sempre consegue colocar um reforço a mais. Mas se for em um período normal, atendemos, sim, 450 pessoas que é preconizado pelo Ministério da Saúde”, explicou.


