De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), apenas 7,8% das pessoas que fazem parte dos grupos prioritários foram imunizadas. Idosos, grávidas e até mesmo pessoas com comorbidades, preferiram não se vacinar contra as doenças infecciosas, como gripe, dengue e covid-19.
No caso da Covid-19, apenas 994 pessoas dos grupos prioritários estão com todas as 3 doses em dia. Estamos falando de um público de quase 12 mil pessoas em Rio Branco. Essa fuga dos imunizantes ainda pode ser o resultado de uma campanha anti-vacina que ganhou força nas redes sociais entre os anos de 2021 e 2022.
Apesar da redução das notícias falsas sobre os imunizantes, a população ainda se mostra insegura com a eficácia dos remédios, como ressalta a diretora de vigilância epidemiológica ,Lúcia Monteiro.
“Nós tivemos uma melhora com a redução das campanhas anti-vacinas,mas algumas pessoas ainda têm resistência”, afirma diretora
A Semsa comemora o crescimento no número de crianças que estão sendo vacinadas com as primeiras doses. O índice chega a 80% desse público, mas esses números estavam bem abaixo com 47%, onde algumas vacinas não passavam de 30% da taxa de cobertura, deixando a população suscetível a doenças como tétano, sarampo, difteria e paralisia infantil. Esses pais também foram atingidos pelos discursos anti-vacinas. Muitas famílias buscaram os imunizantes porque foram obrigados, para não ficarem sem receber o bolsa família. Outros perceberam que estavam colocando em risco a vida dos filhos.
O Brasil que ficou sem casos de poliomielite durante 34 anos corre o risco de retorno da doença. A taxa de vacinação contra a paralisia infantil chegou a 95% no país e baixou para 70%.
Matéria feita em vídeo pelo repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta


