Por Kerolayne França para o Agazeta.net
O Sindicato dos Policiais Civis do Acre (Sinpol) começou, no início desta semana, na segunda-feira (15), através de visitas às delegacias, um movimento para reivindicar melhorias administrativas e valorização salarial da classe.
A secretária Geral do Sinpol Verena Martins, relata que os policiais civis, em deliberação da última Assembleia Geral Extraordinária, decidiram deflagrar a Operação Padrão, com o objetivo de reivindicar dois eixos de atuação.
“O primeiro eixo busca melhores condições de trabalho e gestão administrativa da Polícia Civil, devido as latentes de desvios que estão ocorrendo nas estruturas físicas, materiais básicos de trabalho, execução de suas funções com destreza e proatividade. Outro eixo, também decidido pela categoria, diz respeito à valorização salarial”, relata Martins.
O presidente do Sinpol, Rafael Oliveira, contou, durante o Programa Gazeta Entrevista, nesta quinta-feira (18), que desde o primeiro ano do governo Gladson Cameli (PP), os policiais enfrentam uma dificuldade no que se refere ao aumento salarial.
“Nós éramos um dos dez melhores salários do país em 2018, hoje ocupamos o 20º lugar. Nós somos um dos piores policiais no tocante à remuneração”, destaca Oliveira.
O presidente detalha que os policiais civis não tiveram aumento salarial, o que houve foi um aumento de remuneração para servidores públicos, em geral, de aproximadamente 5%, no final do primeiro mandato do atual governador Gladson Cameli. No início do segundo mandato, o governador deu um aumento escalonado até 2026, mas nada especificamente aos policiais civis.
Atualmente, o Estado do Acre possui 1.102 policiais em atividade, entre agentes, escrivães, auxiliares de necropsia, peritos criminais, médicos legistas e delegados.
O presidente do Sinpol informa, também, que a delegacia do Tucumã possui um laudo da Vigilância Sanitária pedindo interdição, porque “é insalubre para condição humana e que no interior a situação é muito pior”.
“Precisamos ser justo, o governo do Gladson Cameli, reformou algumas delegacias, mas no nosso documento que é apresentado ao governo é uma parcela ínfima do que a gente precisa de estrutura física. A grande maioria das estruturas físicas das delegacias do estado do Acre estão precárias”, ressalta.
Estagiária supervisionada por Gisele Almeida


