Delegados: “Sentimento de revolta”
O clima é de comoção no velório de Antônio Carlos Marques. Durante todo o dia, amigos, familiares e profissionais da segurança pública deram o último adeus ao delegado. Após 24 dias na UTI do Hospital das Clínicas, o delegado não resistiu.
A família bastante abalada não permitiu imagens do caixão. Segundo o presidente da associação que representa os delegados, a perda de um colega é irreparável. “Nós perdemos um amigo. Muitos aqui fizeram academia junto com ele. O sentimento é de dor e revolta”, disse Rafael Pimentel.
Antônio Carlos estava há quatro anos no Acre. Ele já foi delegado de Manoel Urbano e atualmente trabalhava em Xapuri. Durante diligência, Marques levou um tiro de espingarda disparado por Elivan da Silva, principal responsável pela morte da enteada, uma garota de 15 anos de idade.
“Não vamos nos intimidar e nem baixar a cabeça diante de qualquer atentado a uma vida no estado do Acre”, declarou o secretário estadual de Segurança Pública, Emylson Farias.
Aos 34 anos, Antônio Carlos não deixa filhos. Na noite desta sexta-feira, 9, o corpo será levado ao Rio de Janeiro, local onde também vai ocorrer o sepultamento.


