Dados da pesquisa Realtime Big Data, divulgados na última terça-feira (19), mostram que 92% dos rio-branquenses usam o aplicativo de mensagens Whatsapp como fonte de informação para assuntos relacionados à política.
A pesquisa ouviu mil pessoas com idades entre 16 e 60 anos, entre os dias 16 e 18 deste mês. A TV vem em segundo lugar com 87% e o Instagram, em terceiro, com 84%. Além disso, os sites de notícias e Facebook aparecem em 6º e 7º lugar com 77%. Já o rádio em 11º, com 34%.
Para o cientista político Nilson Euclides, esta opção das pessoas, pelas redes sociais, não é mais novidade, sobretudo quando o assunto é política.
“Nós da sociologia da ciências política, os partidos, aqueles que trabalham no mundo da política, seja como candidato, assessor ou estudiosos, já entendemos tardiamente que essa é uma realidade; as pessoas se comunicam muito mais, a pesquisa demonstra isso. O Whatsapp é o mais utilizado, mas outras redes estão sendo utilizadas como instrumento de informação, para o bem ou para o mal”, afirma Euclides.
O cientista avalia que os partidos de direita e extrema direita já entenderam como utilizar a comunicação direta que a internet proporciona. Além disso, analisa que partidos de centro, esquerda, centro direita, ainda estão engatinhando.
Devido a velocidade que a tecnologia vai sendo inserida com novos recursos dentro da grande sociedade virtual, ele acredita que esses partidos matem a cabeça no século 20.
Para Euclides, não resta dúvidas quanto aos avanços da informação nas redes sociais e seus benefícios, mas é importante ficarmos atentos, também, quanto aos seus malefícios.
“O TSE está muito atento a isso. Existe uma preocupação muito grande, já houve uma redução na última eleição sobre essa questão da utilização das plataformas, das notícias falsas, mas ainda há muito material. Agora a inteligência artificial que vai ser a grande questão, como será utilizada nas campanhas. Nós que somos estudiosos e a imprensa precisamos ficar atentos”, destaca.
A pesquisa ouviu diversas pessoas, 53% deles homens e 47% mulheres. Já no perfil de ensino, mais de 30% têm o fundamental completo e 47% o médio. Enquanto que em relação à idade, 24% têm entre 24 a 34 anos e 23% têm de 35 a 44 anos.
Os dados coletados pela Real Time Big Data com a margem de erro da consulta é de três pontos percentuais para cima ou para baixo, com nível de 95% de confiança.
Matéria produzida em vídeo pelo repórter Marilson Maia para a TV Gazeta


