A família de Sandro Torres Cavalcante, de 57 anos, quer uma resposta da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e da direção do Pronto-Socorro de Rio Branco sobre acesso à faca em ala psiquiátrica. O paciente tirou a própria vida enquanto estava internado no leito de saúde mental do hospital, nessa terça-feira (19).
A irmã da vítima, que não quer ser identificada, exige saber como um paciente da ala de saúde mental teve acesso a uma faca, principalmente porque estava internado por tentativa de suicídio.
“Queria saber como, em um leito de saúde mental, entra uma faca. Eu faço a pergunta e queria uma resposta. Meu irmão tentou suicídio dentro da minha residência e para não ver isso de novo, fui pedir um socorro na saúde mental do PS e recebi meu irmão morto”, destaca a irmã de Cavalcante.
Cavalcante tinha tentado contra a própria vida em casa no último dia dia 15 e teria. Por conta do ocorrido, a família o levou para a Unidade de Pronto Atendimento (Upa) da Sobral. De lá, ele foi levado para a ala de saúde mental do PS. Quatro dias depois, tirou a própria vida.
O secretário de Saúde, Pedro Pascoal, divulgou uma nota onde diz que o caso será investigado, mas ão deu muitas explicações sobre o que realmente aconteceu.
Denúncias
Sandro Torres Calvacante sofreu um acidente de moto em março deste ano. Quando a imagem dele apareceu, várias mulheres o reconheceram e denunciaram casos de estupro. Ele não chegou a ser preso, porque sofre de problemas mentais, porém era acompanhado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) onde as denúncias estavam sendo apuradas.
Matéria produzida em vídeo pelo repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta


