Por Kerolayne França para o Agazeta.net
Uma casa desabou na manhã desta terça-feira (12), no bairro Vitória, em Rio Branco, devido a forte chuva que teve início nessa madrugada. A proprietária é mãe de um filho portador de atendimento especial. Além da casa, um deslizamento de terra foi registrado.
O coronel Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil da capital, explica que as principais causas de desmoronamento é a instabilidade do solo. Devido a quantidade de chuva, o solo fica encharcado, o que deixa ele instável. Áreas como margens de igarapés, rios e encostas são mais propícias a ter deslizamentos de terra.
“Em situações de emergência como essa, nós fazemos o monitoramento da chuva, dos locais onde são sucessíveis os riscos e atuamos no socorro assim que necessário”, relata o coronel.

Segundo Falcão, cerca de cinco mil famílias vivem em áreas de risco, sejam eles hidrológico, geológico ou meteorológico. A Defesa Civil possui um plano para monitorar essas famílias, para retirá-las dos locais de risco e também prestando assistência no local, caso não precise retirar.
Atualmente, mais de 400 famílias estão em aluguel social em Rio Branco. Com o novo projeto habitacional, cerca de 1.500 famílias vão ser retiradas desses locais de risco.
“As pessoas precisam diminuir a exposição ao risco, ou seja, morar em áreas de risco, ele está se expondo ao risco. Se colocar em situação de risco também, não observar os sinais de que a sua casa está tendo desnível ou plantar árvores grandes próximo da sua casa. Normalmente também durante um período de chuva, a pessoa fica exposta em campo aberto, paradas de ônibus ou dentro de piscinas, tudo isso é exposição ao risco”, explica Falcão.
O principal desafio da Defesa Civil é a quantidade de efetivos, que é pequena, e as múltiplas ocorrências ao mesmo tempo. “O trabalho é hercúleo, a cidade é grande, 230 bairros, mas temos pelo menos 62 bairros com áreas de risco mais graves e a gente vai trabalhando nesse sentido”, salienta.
Estagiária supervisionada por Gisele Almeida


