Sindicato tenta negociação há dois meses
Uma longa conversa que já dura dois meses. Cerca de três mil operários da construção civil no Acre estão sem pagamento de salários. A maior parte envolve empresas terceirizadas que prestam serviço ao governo do Estado.
E o argumento é o mesmo de sempre. “Eles[sindicato que representa as empresas] dizem que não tem dinheiro para pagar. Essa explicação não convence”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, José Adelmar.
Somente na ‘Cidade do Povo’, cerca de 1.500 trabalhadores estão sem receber o décimo terceiro e até mesmo o próprio salário. Caso o impasse não seja resolvido, o sindicato que representa a categoria vai convocar uma paralisação geral para o dia dois de janeiro de 2015.
Atualmente, quase quatro mil pessoas estão empregadas no local. Esta pode ser a segunda vez que as obras na ‘Cidade do Povo’ são paralisadas. “Estamos convocando os trabalhadores para o movimento. Vamos fechar os acessos e cobrar uma solução”, enfatiza.
E serviço parado significa atraso na entrega das casas populares. O que politicamente não é nada bom.


