Matéria feita em conjunto entre Pedro Amorim e João Cardoso para o Agazeta.net
Com a reunião que aconteceu na manhã desta sexta-feira (10) na Câmara dos Vereadores de Rio Branco para falar sobre a legalidade de empinar pipas em espaços públicos, a Associação dos Pipeiros do Acre (APAcre) buscou reivindicar sobre a necessidade de locais específicos para a atividade.
Com a morte do jovem Fernando Júnior no dia 05 de outubro, ao ser atingido no pescoço por linha com cerol, várias reivindicações foram feitas em prol de justiça pela vida do rapaz. Em decisão unânime, a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou a lei que leva o nome da vítima, que proíbe a comercialização, porte e importação dos materiais de linha cortantes.
Apesar da existência da lei, não há uma fiscalização que ajude a manter a diretriz. Durante a sessão, o membro da APAcre, Aldecino Fernandes, alegou que o jovem não teria morrido se existissem locais específicos e públicos para empinar pipas.
“Se tivéssemos esse espaço, essa tragédia não teria acontecido. Não adianta acusar a associação ou acusar quem está na rua, porque se tivéssemos o espaço as pessoas estariam nele”, disse Fernandes.
O representante da Associação também citou como exemplo a cidade de São Paulo, que possui locais específicos para o esporte. Segundo ele, foi a maneira que aderiram para acabar com acidentes. Porém, vale ressaltar que episódios trágicos envolvendo cerol é algo relativamente comum no Brasil. Dados da ‘Campanha Cerol Mata’ indicam que, por ano, mais de 500 acidentes são registrados.
Mototaxistas
A sessão também contou com membros da Associação dos Mototaxistas do Acre. O grupo, assim como a família de Fernando Júnior, cobra por uma maior fiscalização da atividade.
“A família está revoltada com o que aconteceu com esse rapaz. Podia ser comigo ou qualquer ou qualquer outro companheiro de moto. Somos a favor da lei que proíbe a atividade, ou pelo menos contra a linha chilena, que é mais perigosa”, afirmou o mototaxista Francisco Nunes.
Na audiência, a família da vítima também estava presente. Durante a sessão, troca de acusações foram feitas por pessoas que acompanhavam o debate. Palavras como “criminoso” e “desocupado” foram usadas contra membros da APAcre. Em resposta, o grupo indicou que o caso era um “problema da justiça” e não de quem empina pipas.
Estagiário supervisionado por Gisele Almeida


