Medida é preventiva contra efeitos do isolamento
Os empresários do Acre já iniciam a estocagem de alimentos tentando se precaver contra os prováveis efeitos da próxima cheia do Rio Madeira. A medida preventiva por parte da iniciativa privada é executada por alguns empresários há dois meses com formação de estoques de produtos básicos.
“Nós fizemos as cobranças no tempo certo, no tom correto, mas não tivemos respostas concretas na medida necessária por parte do Dnit”, afirma o presidente da Associação Comercial do Acre, Jurilande Aragão.
Desde setembro, a Federação das Associações Comerciais do Acre, a Acisa, Fieac e Fecomercio iniciaram uma agenda junto às instituições que teriam condições de agilizar as obras na BR-364 para evitar o isolamento. O ministro dos Transportes visitou o tímido canteiro de obras, mas pouca coisa avançou.
O nível das águas do Madeira já estão dois metros acima do nível histórico e já ameaça a BR-364 no trecho da comunidade de Mutum-Paraná. O governo do Acre também fez as articulações e pressões possíveis junto aos ministérios do Transportes e ao Dnit.
Mas, as obras mantiveram o ritmo, sempre ameaçados pelo inverno na região que, em 2014, não deu trégua.
Outro problema_ A cidade de Porto Velho já começa a ser ameaçada. As intensas chuvas de novembro na região boliviana de Beni já estão influenciando o Rio Madeira. O maior impacto é sentido no Abunã (onde está sendo construída a ponte) e Porto Velho.
Segundo o SIPAM (Sistema de Proteção da Amazônia), o Rio Madeira está acima da média para o período de cheia, mas dentro da normalidade.


