Decisão é um protesto pela qualidade do serviço
Os integrantes do Movimento Passe Livre do Acre organizam um “Dia do Basta do Transporte”. “A ideia é ampliar o debate com o público para que se observe o transporte coletivo como um direito e não como uma mercadoria”, explica um dos coordenadores do MPL no Estado, Jocivan Santos.
Sobre o fato de o prefeito ter mantido a tarifa para os estudantes a R$ 1, o jovem minimiza. “A Prefeitura não entra com nenhum subsídio para o valor de um real”, relata. “Isso consta em planilha”.
O estudante desconversa e diz “não estar informado” sobre o fato de os representantes dos estudantes secundaristas no Conselho de Transportes terem votado a favor do preço de R$ 2,75, enquanto a Fecomercio votou pela manutenção do atual valor de R$ 2,40.
“Mas, é claro que os empresários votariam pela permanência dos dois reais e quarenta centavos. Eles sabem que qualquer aumento, teria impacto na folha de pagamento com a obrigatoriedade de fornecer o vale-transporte aos funcionários”, revela o jovem.
O MPL não limita o debate sobre Transporte à questão do preço da passagem. O que está em conta é qualidade. O preço é apenas um dos componentes. O “Dia do Basta do Transporte” responde ao último protesto feito pela comunidade de usuários do bairro Sobral que fechou o Terminal Urbano devido à “demora e à qualidade dos ônibus”.
Na quarta-feira pela manhã, uma mobilização está marcada para o Terminal Urbano. às 11 horas.


