Ele usa expressão “adequação de custos”, como justificativa
O presidente do Conselho de Trânsito, Jô Luiz, justificou o aumento como sendo uma “adequação de custos”, e que o valor estipulado levará em conta a inflação, aumento da gasolina e o material usado na manutenção dos equipamentos. Ele não disse se há um valor de contraproposta baseado no valor dado pelos empresários.
Luiz minimiza o problema e até tenta mudar o foco do assunto quando se tenta usar a expressão “aumento do preço da passagem”. “Não é ‘aumento’. É adequação de custos”, defende.
Na tarde desta quarta-feira (26), o Conselho Estadual de Trânsito se reúne na RBTrans, às 15h para definir de quanto será o aumento no preço das passagens de ônibus da Capital.
O presidente da União Municipal das Associações de Moradores (Umam), Gilson Albuquerque, é contra o aumento, principalmente por causa do valor repassado pelos empresários de R$ 3,00.
“O correto seria, se tiver aumento, que seja para R$ 2,50, já que é o valor que a gente paga, porque os cobradores nunca têm o troco”, disse, indignado. A tarifa atual é R$ 2,40.
Ainda de acordo com o presidente da Umam, o problema maior será o troco, pois, mesmo que a proposta seja de R$ 3,00 o valor pode ficar abaixo. “Digamos que o valor fique em R$ 2,75 ou R$ 2,80, como fica a questão do troco? Eles não tem 0,10 centavos vão ter 0,25 ou 0,20?”, indagou Gilson.


