De acordo com as últimas atualizações, a situação no presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro, em Rio Branco, devem retornar com as negociações na manhã desta quinta-feira,27. Até o momento não há informação de que horas elas devem iniciar.
O princípio de motim ocorreu quando 20 policias realizavam a segurança do pavilhão. Familiares de apenados estavam no presídio no início da rebelião, por conta disso foram retirados às pressas do local, quando os disparos começaram.
A equipe do Gazeta Alerta, da TV Gazeta, segundo informações da polícia, foi escolhida pelos próprios presidiários para poder entrar no local e cobrir o ocorrido, além do promotor de Direitos Humanos do Ministério Público do Acre (MPAC), Tales Tranin. A repórter Rose Lima contou que precisaram colocar coletes à prova de balas e era necessário que os aprisionados os vissem.
Ainda de acordo com a repórter, todos que foram supostamente feridos, foi por questões internas, entre os próprios presos, sem interferência da polícia. O trabalho da polícia teria sido apenas impedir que eles, rebelados, acabassem fugindo.
Além disso, o governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), informa que operadores do Sistema de Segurança Pública estão atuando dentro e fora do presídio com medidas operacionais e de inteligência para debelar o motim iniciado nesta quarta-feira, 26, no Presídio Antônio Amaro, para garantir e resguardar a integridade física dos detentos e, principalmente, dos servidores e policiais penais que estão de plantão no Amaro Alves e no Presídio Dr. Francisco D’Oliveira Conde.
O governador Gladson Cameli, em contrapartida, conversou com o ministro da Justiça, Flávio Dino, que imediatamente garantiu total apoio das forças de segurança do governo federal ao Estado neste momento de crise.
Dois presos ficaram feridos durante conflito interno entre detentos de organizações criminosas rivais e também foram encaminhados ao Pronto-Socorro, sendo que um deles já recebeu alta.
Instituições emitem nota oficial sobre rebelião
Diante da rebelião ocorrida no presídio Antônio Amaro Alves, em Rio Branco, nesta quarta-feira, 26, o Governo do Estado, Poder Judiciário do Acre, Assembleia Legislativa, Ministério Público do Estado do Acre, Defensoria Pública do Acre e Tribunal de Contas do Estado, estão juntos para respaldar o trabalho que está sendo feito pelo Comitê de Crise instalado pelo Executivo estadual.
As equipes das Forças de Segurança do Acre estão atuando para controlar a situação, e de prontidão, tanto no presídio, como nos bairros.
Desde o momento em que fomos informados sobre a rebelião, todas as instituições se empenharam em garantir e contribuir com a segurança, a ordem e a proteção dos cidadãos.
Reconhecemos a gravidade da situação e compreendemos a preocupação da população. Por isso, queremos assegurar a todos que estamos mobilizados e trabalhando em conjunto. A reunião permanente das instituições, com o intuito de auxiliar o Comitê de Crise, é uma demonstração clara de nosso compromisso em enfrentar o problema.
Reiteramos que tomamos todas as providências institucionais cabíveis e que estamos vigilantes e comprometidos em enfrentar os desafios e superar essa situação.


