Governo credita mudança à epidemia de ebola na África
Nos últimos meses, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos constata uma diminuição na procura de mão de obra de imigrantes, por empresários do Sul do país. Em média, ocorriam cerca de 100 contratações por semana, mas, nos últimos dois meses, apenas uma empresa recrutou alguns dos estrangeiros abrigados no Acre.
Para o secretário da Sejudh, Nilson Mourão, um dos motivos pode ser a repercussão dos casos de ebola que ultrapassaram as fronteiras da África e o próprio surto naquela região. “Eles estão dando uma espécie de ‘tempo’ para ver se esse problema se acomoda e se chega num patamar razoável de informação para daí tomar as decisões deles”, especulou.
Outra justificativa para a diminuição da procura, segundo Mourão, pode ser a preferência dos empresários por contratar os imigrantes alojados em São Paulo. “Com essa ida dos imigrantes para São Paulo as empresas estão indo contratá-los lá mesmo. Tanto as empresas de São Paulo, quanto de Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, disse.
Atualmente, estão abrigados em Rio Branco cerca de 200 imigrantes. No entanto, quase todos os dias chegam novos grupos. Com as fronteiras abertas, haitianos, senegaleses e dominicanos encontram no país oportunidade de uma nova vida, atraídos principalmente pelas notícias de conterrâneos que já estão empregados no país.


