Foto: Lucas Ramon/Google
No último domingo (28), um jovem de 15 anos da escola do Instituto Águias do Saber acusou torcedores do time adversário, da escola João Calvino, de ofensas com palavras racistas. Ele teria sido chamado de macaco.
Depois do fato, a Polícia Civil (PCAC) e o Ministério Público do Acre (MPAC) decidiram investigar. A Secretaria de Educação, poucas horas depois do fato, afastou a escola João Calvino de todas as competições dos jogos escolares.
Para a direção da escola, o Governo do Estado não poderia ter tomado essa decisão sem apurar o que realmente aconteceu. De acordo com eles, no dia do jogo, realizado na quadra do Colégio Meta, estavam alunos de várias escolas, por isso não se pode dizer que a ofensa partiu de uma estudante do João Calvino.
“A primeira medida deveria ser averiguar a ocorrência para ver o que de fato aconteceu”, disse Leandro Alexandre, presidente do conselho deliberativo do João Calvino.
O fato trouxe um outro problema para a escola e principalmente para os alunos. A direção juntou e vai enviar para a Polícia mensagens de ódio que chegaram as redes sociais da instituição. São várias ameaças aos estudantes.
A diretora da escola, Janaina Alexandre, disse que nesse momento a escola passa por um momento conturbado. Primeiro acredita que houve uma injustiça ao retirar o time das competições; agora existe o risco de algo grave com os estudantes, porque foi criada uma linha de ódio e vingança, sem comprovar se houve a ofensa e quem a fez.
“Diante de ameaças, precisamos tomar algumas medidas. Estamos conversando com os responsáveis desses alunos para que eles possam ficar tranquilos”, afirmou a diretora do colégio.
Com informações do repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta


