Sindicato classifica prisão como “indevida”
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre fez críticas à atuação da Polícia Federal no episódio em que culminou com a prisão do repórter da TV Gazeta, Almir Andrade.
O jornalista trabalhava na cobertura de uma apreensão de drogas realizada pela Polícia Federal na fronteira com a Bolívia. Um delegado que acompanhava uma mulher acusada de tráfico internacional não queria que o jornalista registrasse a passagem da mulher pelos exames realizados em um hospital público. O jornalista foi levado à delegacia, mas já está liberado.
Assista ao vídeo da prisão e leia a nota do sindicato.
Nota de Repúdio
A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac) vem a público externar o repúdio pelo ato cometido por um delegado da Polícia Federal que, de forma truculenta, prendeu indevidamente o jornalista Almir Andrade, em Brasileia, quando exercia a profissão, registrando por meio de filmagens a prisão de uma mulher por tráfico de drogas.
A categoria exige da Polícia Federal um posicionamento sobre o caso, sendo evidente um pedido formal de desculpas por se tratar de um caso de violência contra um profissional da comunicação que exercia o Direito Constitucional de informar a população.
A tentativa de reprimir a atividade do jornalista faz lembrar dos tempos da ditadura, quando câmeras e aparelhos eletrônicos eram apreendidos e o repórter era detido e coagido.
O caso será levado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à Associação Brasileira de Imprensa, aos órgãos ligados aos Direitos Humanos e às entidades de comunicação internacionais para que possamos reprimir os casos de abusos policiais.
A Diretoria do Sinjac


