Profissão exige postura inovadora
Em homenagem ao dia do professor comemorado nesta quarta-feira (15), a equipe de Agazeta.net conversou com duas professoras de gerações diferentes para saber o que mudou e quais os novos desafios da profissão. Elas trabalham na Escola de Ensino Infantil Carmelita Barbosa, na Vila Acre, em Rio Branco, onde crianças entre 4 e 6 anos estudam.
Dguilanes Batista de Andrade, de 30 anos, é professora de educação infantil a 4 anos, ela disse que o maior desafio é lidar com as novas tecnologias e apesar de seus alunos serem pequenos eles conhecem bem essa área. “Eles dominam muito bem as novas tecnologias, e eu não tenho tanto domínio quanto eles. Mesmo sendo pequenos sabem muito mais que eu”, afirmou.
Além desta dificuldade em relação às novas tecnologias, Dguilanes disse que o ensino para crianças dessa idade também é diferenciado, e com o passar do tempo o ensino também muda.
“O que a gente ensina reflete o que a gente aprendeu, o que vimos na formação acadêmica há poucos anos, evolui e muda bastante. No começo foi bem difícil, com o tempo fui me adequando”.
Perguntada sobre o porquê de ter escolhido a profissão, Dguilanes deixa claro que nunca pensou em ser professora, mas como não sua família não tinha condições financeiras para custear uma faculdade ‘cara’ ela optou por ser pedagoga assim como a irmã mais velha. Ao longo do tempo, se encantou com o trabalho.
“Eu gosto de trabalhar com as crianças pequenas. Me identifico com a forma que temos que tratá-las. Eu gosto do que eu faço!” enfatizou a professora.
Elizabete Barbosa da Silva, 44 anos, e há 28 anos é professora. Sobre as mudanças que ocorreram neste período, ela citou a formação acadêmica como requisito para as pessoas que querem lecionar.
Além disso, ela conta que a estrutura nas escolas também mudou muito. “Antes professora era merendeira, professora, diretora, coordenadora. Hoje, há toda uma estrutura, uma equipe pedagógica para nos auxiliar”, comparou.
Diferente de sua colega de profissão, Elizabete iniciou jovem na profissão. Aos 16 anos, começou a dar aulas ‘por necessidade’. “Eu tinha apenas 16 anos de idade e na época não tinha outra área para trabalhar. Pra gente se encaixar, eu entrei por necessidade, acabei ficando e gostando”, lembra Elizabete.
Dentro da sala de uma das professoras, os alunos foram receptivos. Perguntados se gostavam da professora, responderam “Gostamos muito” em coro. “Até demos (sic) muitos presentes, beijinhos e abraços”, disse uma das meninas abraçada à professora.


