Rio Branco não tem lei específica contra a prática
Desde sábado (4), as ruas da Capital começaram a ficar cobertas por lixo eleitoral. No domingo (5), a quantidade de material gráfico espalhado nas vias aumentou, principalmente próximo dos locais de votação.
Os eleitores criticam a atitude sempre presente em dia de eleição. A maioria lembra que quem joga lixo na rua não é solidário com garis e margaridas. “É lastimável. Depois quem trabalha no dia a dia na limpeza da cidade que tem que cuidar do que deixaram pra traz”, comenta o estudante Paulo Henrique.
Jogar lixo na rua é crime ambiental, e em muitas cidades brasileiras, essa infração é passível de multa. Rio Branco ainda não tem lei municipal nesse sentido. “Tinha que ter uma lei pra impedir que isso aconteça de dois em dois anos”, comentou o pedreiro Raimundo Coelho.
O santinho jogado no chão é a última investida do candidato para conquistar votos. A ideia é alcançar aquele que saiu de casa sem a cola, só que para os eleitores essa estratégia é ultrapassada e muitas vezes tem efeito contrário. “Quando eu vejo o papel lá, é aquele candidato que não vou votar. Escolho o candidato pelas propostas”, opina o professor Carlos Sopchaki.
O pintor Osanildo Gomes afirma que nunca usou santinho jogado na rua, por ter esquecido de fazer a cola eleitoral. O pintor também reprova a sujeira promovida pelos candidatos. “Sempre saí de casa com meus candidatos. O lixo só suja a cidade e pra mim é em vão”, afirma.


