Caixa é instituição que pode por bem a leilão
Os artistas de Rio Branco estão se reunindo e montando um movimento para evitar a perda de uma área que eles consideram fazer parte da história da cultura de Rio Branco. Está marcado para o mês de novembro o leilão de 56 hectares da região do Amapá, onde eram realizados grandes festivais nas décadas de 80 e 90.
A caixa econômica federal quer vender a área para cobrir dívidas da antiga fundação de cultura do Acre. São débitos que chegam a R$ 14 milhões. A área foi penhorada como parte do pagamento, principalmente de dívidas trabalhistas.
Agora, a propriedade está prestes a sair do poder da Fundação Elias Mansour, que ficou no lugar da extinta Fundação de Cultura. Os artistas querem que o governo pegue o espaço de volta e transforme a área em um espaço de entretenimento e cultura para os moradores da Capital.
“Não podemos perder esse patrimônio. É preciso fazer algo para não se arrepender no futuro”, completou o artista Lenine, um dos organizadores do movimento. O último festival do Amapá foi realizado em 1994. Sem incentivos, não aconteceram mais shows. A área, que fica às margens do rio Acre, próximo à 3ª Ponte, ficou abandonada. Atualmente está tomada pelo mato e pelo o início de algumas construções.


